Empreendedorismo feminino: uma forma e empoderamento

Empreendedorismo feminino: uma forma e empoderamento

Nas últimas décadas, as mulheres conquistaram, com muita luta, diversos avanços sociais, desde o direito ao voto, ao trabalho, à educação, à prática esportiva até a garantia da dignidade, por meio da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio. Mas estamos muito longe de uma condição realmente satisfatória. O abismo no mercado de trabalho, por exemplo, é enorme. E é por isso que políticas e iniciativas de empoderamento continuam sendo muito necessárias. Entre elas está o empreendedorismo feminino, que surge como um movimento que proporciona independência e qualidade de vida.

O empoderamento por meio do empreendedorismo feminino é essencial diante de números de um mercado de trabalho ainda preso ao universo masculino. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que diz respeito apenas aos empregos formais, a diferença no salário médio entre homens e mulheres em 2016 era de R$ 477.

No período, a média salarial dos homens foi de R$ 3.063. Já a das mulheres chegou a R$ 2.585. Considerando a escolaridade, existe diferença significativa entre todos os níveis. A maior está entre quem tem até o 5º ano do ensino fundamental. Nessa faixa, os homens ganham, em média, R$ 1.972, contra R$ 1.366 das mulheres.

No entanto, o problema não está apenas no salário. Depois que se tornam mães, as mulheres também enfrentam muita dificuldade. Segundo uma pesquisa da Catho, realizada em 2016 com mais de 13 mil pessoas, 28% das mulheres já abriram mão do emprego após a chegada dos filhos, contra apenas 5% dos homens.

Enquanto 21% das mulheres levam mais de três anos para ter novamente uma vida profissional, apenas 2% dos homens levam esse tempo para voltar a trabalhar. Já o retorno em um período de menos de seis meses é uma realidade para 49% dos homens e 13% das mulheres.

Empreendedorismo feminino como solução

Uma pesquisa da Rede Mulher Empreendedora mostra, por exemplo, que 75% das empreendedoras decidem ter um negócio após a maternidade. Na classe C, esse número aumenta para 83%.

Sobre as motivações para empreender, trabalhar com o que o que se gosta é a primeira, citada por 66% das mulheres, seguida de uma maior flexibilidade de horário, que aparece com 52%. Conseguir uma renda melhor também ganha destaque, sendo a opção de 40% das entrevistadas.

Empreender, portanto, acaba se tornando a grande alternativa para que as mulheres possam conquistar independência, reconhecimento e sucesso profissional. É uma das formas de dizer ao mundo o óbvio: qualquer mulher pode definir os rumos da própria vida, traçar metas, objetivos e, principalmente, inovar.

Os números, inclusive, estão crescendo. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens.

E você, já pensou em empreender algum dia? Saiba que não está sozinha. Existem diversas redes e grupos de mulheres empreendedoras, assim como incubadoras e parques tecnológicos que apoiam essa causa. É possível contar com mentoria de grandes profissionais, estrutura e outras formas de auxílio.

Muitas empreendedoras, inclusive, começam sua trajetória sem capital ou investem dinheiro de poupança e rescisão. Apesar disso, ainda de acordo com pesquisa da Rede Mulher Empreendedora, em um terço dos casos o faturamento passa de R$ 10 mil por mês. O tempo do negócio também aparece como um indicador de sucesso. Quase 40% das entrevistadas estão há mais de dez anos no mercado.

Entre as iniciativas que apoiam o empreendedorismo feminino está o Inovaparq. Nós acreditamos na importância do empoderamento e oferecemos toda a estrutura necessária para o desenvolvimento dos negócios.

Um exemplo de negócio feito por mulheres dentro do Inovaparq é o da Agrolytica, que é uma empresa essencialmente feminina e composta por mulheres que estão na primeira experiência empreendedora. Outro exemplo é o da Sizebay, empresa na qual uma das sócias resolveu empreender ao lado do marido. Confira no vídeo abaixo um pouco mais sobre essas iniciativas e saiba também como o Inovaparq apoia todas elas:

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