O mundo das startups e a urgência de inovar com um modelo sustentável

Ideias inovadoras podem mover o mundo para direções nunca antes exploradas, mas com potencial para abrigarem soluções práticas e viáveis para as necessidades de uma sociedade em constante transformação. Esses caminhos oferecem riscos, precisam ser bem estudados e exigem preparação de quem resolve encará-los. No entanto, apesar das incertezas, guardam grandes recompensas.

Uma das maneiras de trilhar esse caminho é investir na criação de uma startup. Isso significa pegar uma ideia e transformá-la em negócio, em uma solução que será sustentável para você e também para a sociedade. Esses empreendimentos costumam ter como características o uso da tecnologia, a inovação, a disponibilidade em arriscar e, ao mesmo tempo, o potencial de gerar lucro rápido.

A grande diferença das startups para outros tipos de negócios mais tradicionais é que elas adotam um modelo de negócio que precisa ser escalável e repetível. Em resumo, é um empreendimento que consegue crescer e atender um número cada vez maior de pessoas sem, para isso, aumentar os custos na mesma proporção. Para completar, a startup tem de ser capaz de vender o mesmo produto para todos esses clientes e em escala potencialmente ilimitada.

Para exemplificar, vamos comparar um restaurante com um aplicativo para celular. O primeiro, para expandir, precisa investir em muito mais estrutura, funcionários, enfim, elementos que darão uma margem menor de lucro. Além disso, o restaurante precisa produzir mais refeições para cada cliente. Por outro lado, a empresa ou o profissional responsável pelo desenvolvimento do aplicativo pode crescer e alcançar o mundo sem investir tantos recursos e demandar muito mais estrutura. O produto é o mesmo para todos os clientes.

Um resgate da história das startups

O termo startup surgiu no final dos anos 1990 nos Estados Unidos, na bolha da internet. No período, foram criadas diversas empresas de tecnologia da informação baseadas na internet. Por terem ideias inovadoras e serem promissoras, elas foram definidas como startups.

A quantidade de pessoas que vem apostando nesse caminho é tão grande a ponto de ter dado uma sacudida no mercado. Na Associação Brasileira de Startups (ABstartups) estão cadastrados cerca de 4 mil desses empreendimentos. O estado com maior concentração é São Paulo, com 1.235 — 31% das que estão inseridas no banco de dados da ABStartups. Quer dizer, o mundo das startups representa o futuro dos negócios e uma necessidade de oferecer produtos sustentáveis e que ofereçam soluções.

Para ter sucesso com a startup, além de contar com uma ideia realmente inovadora e atender às características desses negócios, os empreendedores precisam angariar recursos, afinal, não é só com boas ideias que os problemas são resolvidos e novas soluções são colocadas no mercado, não é mesmo? Para isso, há algumas maneiras, como incubadoras, aceleradoras, investidores-anjo e financiamento coletivo. Entenda melhor:

Aceleradoras: são empresas que reúnem startups e oferecem uma estrutura para que esses negócios possam crescer e se tornar maduros e sustentáveis. Em troca dessa ajuda, os empreendedores cedem um percentual das ações.

Incubadoras: oferecem um ambiente com a estrutura necessária para apoiar empreendimentos que estão em fase inicial.

Financiamento coletivo: são sites que conectam os investidores aos empreendedores e auxiliam na captação de recursos. Como recompensa, esses apoiadores costumam receber um percentual das ações.

Investidores-anjo: basicamente, os anjos investem um capital na nova empresa e recebem em troca uma participação acionária.

Para recorrer a qualquer um desses modelos, é necessário que você tenha um bom pitch, ou seja, um modelo de apresentação usado para convencer esses investidores.

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